Cimentação

CIMENTAÇÃO PROVISÓRIA

Os cimentos provisórios são importantes durante as várias etapas de confecção de uma restauração indireta. Sem um agente com as propriedades dos cimentos provisórios não conseguiríamos realizar tantas etapas removendo e recimentando as restaurações provisórias.

Estes cimentos apresentam uma peculiaridade importante, são resistentes às forças de compressão que são características das forças mastigatórias funcionais, no entanto, apresentam baixa resistência a forças de tração. Dessa forma podemos removelos durante as sessões de ajuste da provisória, moldagem e ajuste da restauração indireta.

Os cimentos provisórios são capazes de provocar inflamação gengival principalmente quando ficam alojados no interior do sulco gengival. Os restos de cimento geralmente são direcionados para o interior do sulco gengival e na maioria das vezes passam desapercebidos ao exame menos atento do operador.

A presença do cimento só é percebida na sessão seguinte onde muitas vezes constatamos que é responsável pela inflamação da gengiva na região. Esta inflamação pode em algumas situações impedir a moldagem devido ao grande afluxo de exsudato inflamatório.

Para prevenirmos esta situação devemos tomar algumas precauções durante a cimentação da provisória. O primeiro procedimento deve ser a lubrificação da região cervical da provisória com vaselina sólida. Este procedimento dificulta a fixação do cimento nas margens facilitando a sua remoção. No entanto, somente com um exame minucioso do interior do sulco gengival após a cimentação é que teremos a certeza de que foi removido todo o cimento do interior do sulco gengival.

O vídeo abaixo mostra a manipulação e cimentação com o cimento de hidróxido de cálcio.

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O cimento de óxido de zinco e eugenol é um dos cimentos temporários mais utilizados. Apresenta um custo baixo e facilidade de manipulação. Outra característica é sua facilidade de limpeza das superfícies internas da provisória. Este aspecto pode ser importante pois geralmente a provisória foi reembasada e a região cervical apresenta uma união mais frágil, é comum que este reembasamento se desloque quando estamos removendo os restos de cimento do interior da provisória. Estes deslocamentos são mais comuns quando o cimento utilizado é mais resistente e exige maior esforço para remoção.

No entanto, o óxido de zinco e eugenol é contra-indicado em restaurações indiretas que forem cimentadas com cimentos resinosos devido a presença do eugenol que mesmo em quantidades residuais pode interferir na formação da camada híbrida entre o adesivo e o dente. Nestas situações devemos utilizar o óxido de zinco modificado que não apresenta eugenol na sua composição.

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Cimentos permanentes

A cimentação de uma restauração indireta depende muito do tipo de cimento escolhido. Dessa forma, um planejamento adequado desde o início do tratamento pode evitar resultados que colocam a perder todo o trabalho realizado até aquele momento.

FOSFATO DE ZINCO

A origem do cimento de fosfato de zinco data de meados de 1850 e é um dos cimentos mais antigos que ainda são encontrados no mercado. A sua fórmula mantém-se inalterada desde que em 1878 teve sua composição melhorada. No entanto, ainda é um cimento que apresenta grande dissolução no meio bucal e alta irritabilidade devido a sua acidez.

Apesar destas características indesejáveis ainda é um dos cimentos mais utilizados pricipalmente em função da previsibilidade alcançada pela experiência clínica obtida na sua utilização.

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O fosfato de zinco é um dos cimentos mais avaliados clinicamente entre todos os tipos de cimento. Este fato faz dele um dos mais seguros usados na odontologia.

A composição do cimento de fosfato de zinco deve ser analisada para o pó e para o líquido:

- óxido de zinco (90%)

- óxido de magnésio (8,3%)

- bismuto (0,1%)

- sílica (1,5%)

Líquido

- ácido fosfórico

- água de alúmina

- e em algumas composições apresenta óxido de zinco

Os componentes do pó são sinterizados a uma temperatura de 1.000 a 1.400 graus centígrados e formam um bloco que posteriormente é desgastado até virar um pó fino. O tamanho destas partículas é controlado pois interferem com a velocidade de presa do cimento.

A reação de presa do cimento ocorre pela mistura entre o pó e o líquido. O ácido fosfórico age na superfície das partículas do pó, liberando ions de zinco. O alumínio reage com o zinco produzindo um gel de fosfato de alumínio e zinco sobre a superfície da porção remanescente das partículas. Após a presa o cimento forma uma estrutura composta por zinco que não sofreu reação, envolvidas por uma matriz amorfa e coesiva de aluminofosfato de zinco.

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O cimento resinoso tem por base o desenvolvimento dos sistemas adesivos e é um dos cimentos com maior variedade de cores, tipos de adesivos e tipo de ativador da polimerização.

Os cimentos resinosos podem ser diferenciados pelo tipo de ativação da polimerização utilizada pelo fabricante. Basicamente encontramos três tipos de cimento:

- cimento resinoso ativado químicamente

- cimento resinoso fotoativado

- cimento resinoso de ativação dual

Os vídeos abaixo descrevem alguns dos tipos mais usados de cimento resinoso.

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Cimento de Ionômero de Vidro

O cimento de ionômero de vidro foi desenvolvido por Wilson & Kent, em 1969, e foi relatado no meio científico no ano de 1971.

O cimento de ionômero de vidro foi obtido a partir do cimento de silicato muito utilizado naqueles tempos em pequenas restaurações em dentes anteriores. Introduzindo o ácido poliacrílico no lugar do ácido fosfórico, foi possível obter um material restaurador que tem a vantagem de agregar as características favoráveis do pó do cimento de silicato e melhores propriedades mecânicas obtidas com a reação ao ácido poliacrílico.

O cimento de ionômero de vidro é classificado em três grupos: Tipo I usado para cimentação de restaurações indiretas; Tipo II utilizado para restaurações diretas; e o Tipo III usado para forramento ou base de restaurações.

Composição: segungo Phillips (1986) o cimento de ionômero de vidro é composto por um pó cujo principal componente é um vidro de silicato alumínico. O líquido é formado por uma solução aquosa de um copolímero do ácido poliacrílico e outros ácidos orgânicos que determinam menor viscosidade, característica importante principalmente para os agentes de cimentação.

A manipulação apresenta características próprias. O pó deve ser adicionado ao líquido em grandes porções e misturados rapidamente durante 45 segs.

O cimento de ionômero talvez seja o cimento que apresenta a técnica mais fácil de executar entre os cimentos encontrados no mercado.

Outro fator importante que influencia na escolha deste cimento é a possibilidade de liberação de fluor. Infelizmente faltam elementos que comprovem de forma inquestionável esta afirmação.

Uma característica que compromete o seu uso é contaminação pela saliva, que quando não controlada adequadamente pode comprometer o resultado final do trabalho.

A sua utilização portanto, deve ser realizada em situação clínicas selecionadas. Devemos evitar casos onde não possamos garantir a ausência de líquidos que possam contaminar este cimento.

Abaixo apresentamos a técnica preconizada pelo fabricante do ionômero de vidro para cimentação de coroas e com polimerização convencional(química).

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O vídeo abaixo descreve o processo de cimentação com ionômero de vidro de quatro coroas confeccionadas com o sistema Procera.

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17 Respostas

  1. Sérgio, tudo bem com vc ? uma dúvida… qual o melhor cimento resinoso levando em consideração o fator custo-benefício?

  2. Obrigada Sérgio, ajudou muito sim, seu blog está ótimo, eu tenho aparecido sempre por aqui,rs.Bj

  3. ola prof. sergio, tudo bem como senhor?
    gostaria de saber se o senhor pode disponibilizar aqueles artigos sobre a utilização do ultra som, ou então pelo menos me orientar com os resumos dos artigos, pq eu posso tbm ir no comute da minha cidade e pedir os artigos, bom por enqunto é isso, se puder me ajudar ficarei muito grato!
    grande abraço e até mais!

  4. prof. sergio, fico muito grato, e aguardo o tempo necessario pro senhor me mandar oque puder, muito obrigado e tudo de bom! grande abraço e valeu pela força!

  5. OLA PROF, SERGIO, SÓ PRA EMBRAR O SENHOR, ESTOU NO AGUARDO DOS ARTIGOS, NÃO QUERO SE CHATO TÁ, GRANDE ABRAÇO E ATE MAIS!!!

  6. ola prof sergio, muito obrigado pela disponibilidade de me ajudar com esses artigos, o nome e o meu endereço são:
    nome: gustavo frança bertholdo de souza
    av. tenente coronel duarte,
    numero 267,
    bairro: centro/prainha,
    primeiro andar,
    cep 78015-500
    cuiaba-MT ,
    fica muuito grato ao senhor por me ajudar,
    e quando eu estiver fazendo a minha pesquisa vou passando para o senhor olhar e ver o que acha, muito obrigado pela força um grande abraço e ate mais!!!!

  7. Fantástico esse blog!

  8. Boa tarde.
    Queria saber qual é o tipo de adesão do cimento de fosfato de zinco (se é por retenção mecânica ou adesão química), e queria tambem saber se este cimento é apenas utilizado para cimentações definitivas, ou tambem para cimentações provisorias.

    Muito obrigado

  9. adorei esta explicação sobre a cimentação, é realmente muito interessante e a sua explicações e videos são otimos também! Parabéns!

    • Olá Caroline, fico contente q tenha sido útil para vc. O objetivo do blog é este fornecer conhecimento q possa ajudar de alguma forma, estamos editando material novo e em breve teremos mais conteúdo no blog. Um abraço, Prof. Dr. Sérgio Sábio.

  10. Sou de Macaé / Rj e o Sr. tem me ajudado muito na minha clínica diária, sou apaixonado por prótese e digo para os meus amigo que aqui, faço minhas atualizações. O blog é fantástico. Continue com essa iniciativa. Parabéns.

  11. Só queria dize quechei esse site muito útil…
    realmente bom…
    Os professores da minha faculdade pediram um trabalho sobre esses Materiais Protetores e Restauradores Provisórios… e pude tirar grandes referências dos vídeos e dos textos…!!!
    valeu… continue postando… é muito bom p/ nós alunos!
    t+ bj.

  12. Oi. estou fazendo uma pesquisa e estou DESESPERADA atras da porcentagem dos componentes de alguns cimentos resinosos.. será que vc poderia me ajudar?
    Os cimentos sao: Panavia F 2.0; Clearfil Esthetic Cement; Enforce Fluor. Obrigda!

  13. Boa noite professor…Estou agora iniciando minha vida profissional e queria uma explicação a respeito da cimentaçào provisória de coroas anteriores com o uso de nucleos de fibra?usei o material da ivoclar para cimentar os pinos e agora estou na duvida em relaçãoa cimentação provisória…qual o melhor cimento neste caso?obrigada pela atenção.

  14. Gostei da apresentação , bem prática, qual adesivo de escolho do professor para ciemtnação de restaurações indiretas posteriores?
    Obrigada Adriana

  15. Gostaria de saber qual a verdadeira indicaçao do cimento de óxido de zinco e eugenol tipo 2
    Att… obrigado

  16. Sou dentista e quero saber onde posso aprender a fazer a lente de contato dental.
    Aguardo resposta.

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